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‘O caminho que precisamos construir é pelo centro’, diz presidente do MDB

baleiarossi

Fonte OGlobo
BRASÍLIA — Presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP) organiza para o dia 8 de dezembro o lançamento oficial da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República. A quem coloca em dúvida a seriedade do projeto nacional do partido, o dirigente diz se tratar de um “desrespeito com o MDB” e preconceito contra a única mulher candidata. Rossi, que tem mantido conversas com presidentes de diversas legendas, é um defensor da união de partidos de Centro para uma candidatura única, que fuja de três nomes: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro —que se filiará na terça-feira ao PL — e o ex-ministro Sergio Moro (Podemos).

Há vários nomes sendo lançados por partidos de Centro. O senhor acredita em uma aglutinação dessas candidaturas?

Eu sou a favor e trabalho muito por uma unidade dos partidos de Centro. Partidos que defendem a democracia, que estiveram unidos em vários momentos no passado e, recentemente, sempre em defesa da Constituição e das instituições democráticas. Acredito que a Simone tem todas as condições de liderar essa reunião de partidos. Tenho conversado muito com Bruno Araújo (PSDB), (Luciano) Bivar (União Brasil) e outros presidentes que entendem que nós precisamos de um caminho fora dos nomes que tenham um recall eleitoral muito grande, mas não representam exatamente o que a população quer.

O lançamento da pré-candidatura do ex-ministro Moro acelerou o processo para que outros partidos, incluindo o MDB, também fizessem o mesmo?

Não. No nosso caso, especificamente, a questão da CPI retardou um pouquinho o lançamento. Há mais uma preocupação do próprio presidente Bolsonaro e dos seus seguidores, porque a candidatura de Moro se encaixa mais à direita e acabará abraçando os bolsonaristas arrependidos. Nós estamos tentando construir uma candidatura mais ao centro.

Até agora, a senadora Simone Tebet é a única mulher pré-candidata à Presidência. O quanto esta questão influenciou na escolha?

Primeiro, nós vimos que ela é uma emedebista histórica; sempre militou no MDB. Vimos as qualidades dela, a formação e o próprio desempenho que teve na CPI da Covid. A nossa avaliação é que ela ajudou o Brasil, que ela teve coragem. Ela mostrou ser uma pessoa absolutamente preparada para enfrentar os desafios que virão. Pesou muito mais na decisão do partido esse histórico de experiência e de coragem que ela tem do que o fato de ser mulher.

O MDB vai dividir palanque com bolsonaristas e petistas no ano que vem?

Acredito no crescimento da candidatura da Simone Tebet. Claro que o partido tem lideranças que dialogam com o presidente, que dialogam com o ex-presidente. Mas a grande maioria está unida em torno da nossa candidatura própria.

Em estados em que os petistas contam com o MDB, casos de Alagoas e Pará, como será? Serão proibidos de pedir votos para Lula?

Tenho conversado muito com as lideranças em Alagoas e no Pará, e esse não é o sentimento que eles me passam. Hoje, existe um sentimento de unidade partidária em torno do lançamento da candidatura da Simone. Vi outros partidos lançando candidaturas e não há nenhum tipo de questionamento ou de dúvida. É um desrespeito com o MDB colocar qualquer tipo de dúvida sobre a seriedade da candidatura e um preconceito contra a única mulher que está sendo colocada como um grande nome para o país. É para valer, é sério, é para crescer e para ser a grande alternativa para os extremos.

Como o MDB está se preparando para eleger sua bancada, considerando o fim das coligações em 2022?

Tenho feito reuniões periódicas com lideranças do MDB, preocupado com as composições em cada um dos estados e, principalmente, a formação das nossas chapas. Tenho a convicção de que o MDB voltará em 2023 com mais de 50 deputados federais. E vamos manter a maior bancada do Senado na República.

O senhor tem sido crítico à gestão Bolsonaro, mas, ao mesmo tempo, dois integrantes do partido são líderes do governo no Congresso e no Senado. Isso não confunde o eleitor?

O MDB tem se posicionado de maneira muito clara, de forma independente. A minha própria candidatura à presidência da Câmara dos Deputados foi um momento de buscar uma Câmara independente, que eu acho que falta um pouco. As duas lideranças foram escolhidas pelo presidente da República, não escolhidas pelo MDB.

O seu grupo já se prepara para se contrapor a uma eventual tentativa de reeleição de Arthur Lira?

É muito cedo para falar de qualquer tipo de projeção para a Câmara, até porque deve ser um novo presidente da República, um Congresso renovado. Não me coloco como pré-candidato, tive a minha oportunidade e tivemos uma disputa contra o governo federal.

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